quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Armadura

Mais um vez você quebrou
Sem socar,
Sem bater
Sem se cansar,
Sem sofrer
Você falou e escreveu
Coisas que a muito tempo não ouvia
Com simples palavras
Me fez te amar tudo outra vez
Parece até abusar
Sabe bem o ponto certo de tocar, quebrar e partir!
Se um dia vai voltar eu não sei
Com tantas idas e voltas já tenho pouco o que temer
Eu aprendi, me acustumei,
Eu já não temo a solidão
E cada vez que destruir
Eu a reconstruirei,
Mais forte, mais impetuosa 
E se um dia você vai voltar
Pode encontrar escudos que não consiga ultrapassar.


                          Jéfferson Santana

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O Conto da Boneca de Sal


Mas por que eu choro?
Pela morte de algo que nunca nasceu?
Por um coração que eu sempre soube que nunca foi meu?
Agora sinto um vazio dentro de mim.
Um buraco que pensei que nunca existiu
Tapado com seu sal
Pois consigo por perto eu nunca o vi.


Meu coração agora chora
Lágrimas de crocodilo
Lágrimas de puro sal
Pois durante  chuva de fogo eu olhei pra trás
Eu me arrependi!
Agora tudo que restou para mim, foi essa boneca de sal.


Mas agora por que choro?
Por que sinto tanto a falta de você?
Por que sem ti não posso continuar?
Mas sei que não deveria chorar
Mas tudo isso acabou por ser mais forte que eu
Pois derrepentemente a dor da sua partida bateu
Agora  sinto esse vazio dentro de mim
Um buraco que não se tapa
Que me consome, corrói


E como te esquecer?
Se tudo me faz lembrar você!
A Princesa dos meus sonhos se torna a succubus dos meus pesadelos
Uma boneca de sal
Que  vem me lembrar ao amanhecer
Que estou longe de ti
Que tudo não passou de um sonho
Daqueles que te faz não querer acordar


Sinto me feliz por te fazer sorrir
Mas sempre que vejo seu sorriso acabo por esquecer de mim
E toda noite antes de dormir
Eu conto pra te esquecer
Aquele conto que me faz lembrar você
Boneca de sal.



                                             Jéfferson Santana 18/04/2007 02h12m

domingo, 23 de outubro de 2011

Casino(2000 fichas de felicidade)


Não há nada que valha o preço de uma vida
Troque o teu ouro e compre alegria
O preço final pela desconfiança
Sempre será tudo o que ela puder levar
É o valor que se paga por apostar sonhos
É o preço final de uma vida
Foram todas a fichas numa só rodada
O resultado
foi perder o resto que ja se tinha
Quando o vício domina o jogo
o único jeito é trocar o caminho
Olhos brilhantes são de vidro
Os mais pelos sorrisos são de marfim
Um lindo nariz por um bom preço se compra em qualquer esquina
A bolsa é de crocodilo, as lágrimas também
Já não há o porquê de voltar atrás
A dívida é incalculável
Não há Dinheiro que compre o sorriso
O que te resta
é juntar os trocos e partir
Um novo jogo,
Um novo caminho,
Uma nova vida.                                          Jéfferson Santana

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Feira de sonhos


Ontem fui a feira comprar um sonho
Com açúcar
Que não me cansasse
Que não fosse difícil de concretizar
Nem grande, nem pequeno
Na medida de mim!
E Por um preço que eu pudesse pagar
O moço disse que não havia
Que não havia sonho só com alegria
E que acompanhado sempre viria lágrimas
Me exaltei!
Lágrimas eu já tinha
E de sobra!
Eu queria um especial
De felicidade e grandes conquistas
Um sonho de vida!
Mas em poucas palavras ele me fez entender
Que antes de comprar
Eu deveria aprender a lidar com sua perda
A frustração de quando ele acabar
Só assim estaria pronto caso não fosse um sonho bom
Não me lembrava de uma feira dos sonhos assim
A muito tempo lá não ia
A muito tempo não sonhava
Estou criando coragem pra lá voltar
Cheguei a conclusão que pior que um sonho ruim
 É não ter com o que sonhar




                                                          Por   Jéfferson Santana
Despertar


E em mais uma noite de sonhos e pesadelos,
onde vivi grandes emoções,
De sorrisos às lágrimas escorrendo pelo rosto.
Escrevi,
Dois anos se passaram  desde a ultima vez
Senti meu dom voltar
Outra vez eu consegui me expressar,
Entre sonhos e frustações,
Quantas vezes vou ter que ver parte de mim desaparecer
Pra pra que eu possa me encontrar?


                                        
Por Jéfferson Santana
     

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Vazio


É frio
Talvez cálido
Quase singelo
Esse sentimento
Que não passa de uma forma de me expor
Que sempre me faz ver o quão sem sentido pode ser a dor
É vazio
Porque não simplesmente me leva daqui?
Eu sinto muito
Sinceramente?
Eu não sinto muito
Na verdade mesmo
Eu não sinto quase nada
Eu não gosto
Eu não amo
Eu não minto
No tenho prazer
Não há nada que me agrada fazer
Nada é exatamente necessário
Nada faz sentido
Nem viver


  
    

  Por Jéfferson Santana